O que é e para que serve um plano de negócio?

Uma ferramenta bastante utilizada para mensurar riscos, avaliar alternativas, evitar decisões erradas e organizar a rotina, o plano de negócio tem sido um grande aliado de empresários que possuem cotidiano atarefado e, muitas vezes, sem tempo para uma gestão mais detalhada.

Fazer um planejamento adequado é uma das principais regras do empreendedorismo. É como organizar a vida útil da empresa, prever situações futuras, preparar cronograma e se abastecer de informações para tomar decisões com os recursos atuais disponíveis.

Um bom plano de negócio é fundamental, principalmente, quando o empreendedor está no início de uma atividade. A partir de 2020, dada a crise econômica, política e sanitária em que o país enfrentou – que deixou marcas emblemáticas no bolso da maioria da população -, as pessoas precisaram reinventar sua atuação profissional.

Com a chegada da pandemia, o Brasil registrou o maior número de empreendedores da história, simplesmente pela necessidade de sobrevivência. Nos nove primeiros meses de 2020, o número de microempreendedores individuais (MEIs) no país cresceu 14,8%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, chegando a 10,9 milhões de registros.

Impulsionados pela crise gerada no período, os brasileiros passaram a buscar na atividade empreendedora uma alternativa de renda. Foram 1,15 milhão de novas formalizações entre fevereiro e setembro, segundo dados do Portal do Empreendedor.

Nessa aventura, os cuidados com a rotina administrativa da empresa são fundamentais para garantir a meta de sobrevivência dos primeiros anos. E a organização desde as etapas iniciais da vida empresarial vão nortear o gestor na tomada de decisões e estratégias futuras.

Por isso, apresentamos a seguir o que é mais importante que você precisa saber para elaborar um bom plano de negócio para apoiar seu crescimento.

O que é e para que serve um plano de negócio?

pessoas mostrando plano de negócio na mesa

O plano de negócio é o instrumento ideal para traçar um retrato do mercado, do produto e das atitudes do empreendedor. É por meio dele que o empreendedor obtém informações detalhadas do seu ramo, produtos e serviços, clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, pontos fortes e fracos do negócio, contribuindo para a identificação da viabilidade de sua ideia e da gestão da empresa.

Algumas funções podem ser atribuídas ao plano de negócio, entre elas, organizar as ideias ao iniciar um novo empreendimento, orientar a expansão de empresas já em atividade, apoiar a administração do negócio, seja em seus números, seja em estratégias. Além disso, outro papel fundamental é facilitar a comunicação entre sócios, funcionários, clientes, investidores, fornecedores e parceiros e captar recursos, sejam financeiros, humanos ou parcerias.

Qual a importância de um plano de negócio?

O plano de negócio descreve detalhadamente os objetivos de um negócio e elenca quais passos devem ser dados para o cumprimento de metas, diminuindo os riscos e as incertezas e promovendo segurança nas operações.

Além disso, o plano de negócios ajudará o empreendedor a saber se a ideia é viável, bem como a aplicação na prática de determinada ação. Ainda, por meio dessa ferramenta o empreendedor pode obter clareza na busca de informações sobre o setor, produtos e/ou serviços oferecidos como aquisição de clientes, identificação dos concorrentes e contratação de fornecedores.

O plano de negócios ajuda o empreendedor a prever a vida útil da empresa em até 20 anos se for organizado corretamente. Nele constam informações como objetivo de crescimento em diversas áreas: número de clientes, receita, participação no mercado, lucros entre outras. E para alcançar o objetivo, é preciso planejar cada passo.

Qual é o principal objetivo de um plano de negócio?

plano de negócio pessoas conversando

O plano de negócio é o ponto de partida para a criação de qualquer empresa. O principal objetivo é traçar estratégias detalhadas para prever situações e evitar riscos que acarretem em prejuízos que poderiam ser evitados.

Com o plano de negócio o gestor pode pensar nos principais produtos ou quais serviços serão ofertados, quem será o público-alvo, qual o lucro desejado e saber em quanto tempo terá o retorno do capital investido.

A ferramenta é uma grande aliada dos gestores e serve como um documento complementar que norteia o negócio, além da definição da forma jurídica, o enquadramento tributário, o capital social e a fonte de recursos.

De acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), grande parte das empresas brasileiras chegam à falência antes mesmo de completarem um ano de existência. Um dos principais motivos é a falta de planejamento de recursos e previsão de situações esporádicas que podem surgir atrapalhando o lucro e acarretando o prejuízo.

Muitos empresários não dão a devida importância ao plano de negócios, mas é ele que proporciona mais conforto e segurança na tomada de decisões, funcionando como um mapa de consulta em relação ao melhor caminho e como conduzir as operações no dia a dia.

Quais são os itens essenciais de um plano de negócio?

pessoas mostrando plano de negócio

Tão importante quanto ser fiel ao plano de negócio é o momento em que se deve começar a utilizá-lo. O primeiro passo é se abastecer de conhecimento sobre o ramo de atividade, definir produtos e analisar o local onde o estabelecimento será alocado.

Outras medidas devem ser levadas em conta pelo empreendedor na hora de montar o seu negócio. Confira!

Sumário executivo

Essa é a parte inicial do plano de negócios. O sumário executivo tem o objetivo de resumir os principais tópicos do documento. Trata-se, portanto, de uma breve contextualização de cada seção do plano de negócios, de modo a proporcionar uma visão geral da empresa e de sua viabilidade.

Nesta fase o empresário irá informar todos os demais passos, atribuir ao plano os objetivos e as metas, bem como acrescentar os principais pontos e aspectos do negócio. É por meio dele que se torna possível apresentar a ideia de negócio para clientes, investidores e parceiros.

Uma das dicas é fazer diferentes modelos de sumário executivo, importante para chamar a atenção de diversas pessoas para o negócio. Quanto mais informações o gestor tiver sobre o público-alvo – um dos itens do sumário executivo, mais chances de os próximos passos serem efetivos.

No sumário executivo é possível pensar em diversos aspectos, entre eles, investidores, instituições financeiras, parceiros, sócios em potencial, objetivos, metas e previsão de lucratividade.

Análise de mercado

Apesar de estar entre as etapas iniciais do plano de negócio, a análise de mercado é fundamental para saber quem serão os clientes, concorrentes e fornecedores, além de oferecer possibilidades de produtos ou serviços.

A análise de mercado serve para definir o público-alvo e como chegar até ele para vender um serviço, economizando, assim, recursos ou traçando estratégias que não são efetivas e com grande potencial de insucesso.

Depois de delimitar o público-alvo com a ajuda da análise de mercado é hora de posicionar o produto/empresa. Pensar como será oferecido, a qualidade e o custo-benefício também podem ser informações extraídas nesta etapa do plano de negócio.

As informações coletadas vão traçar um retrato do mercado e indicar se a empresa está indo na direção do que os futuros clientes desejam. Os resultados vão ditar as ações de promoção e marketing para a empresa conquistar o público logo no início da atuação.

Análise da concorrência

Na prática, a análise da concorrência serve tanto para quem está começando um negócio, quanto para quem está no mercado há anos. É ela que dita a evolução da empresa e possibilita o crescimento por meio de uma avaliação criteriosa dos concorrentes.

A análise da concorrência é uma prática comum do mercado e que pode ser feita de diferentes formas com o intuito de nortear o gestor sobre a melhor oferta para determinado público, permitindo criar estratégias e implementar mudanças sempre que necessário. Com ela é possível identificar as ações dos concorrentes que dão certo, bem como as lacunas a serem preenchidas e, assim, encontrar um diferencial para seu negócio.

Portanto, na prática, a análise de mercado contribui para incrementar as vendas, impulsionar o faturamento e posicionar a marca em um determinado mercado, trazendo destaque de acordo com os nichos e perfis de clientes.

Análise de fornecedores

Outro passo importante que promove o bom desempenho da empresa é a análise dos fornecedores. Por meio desta ferramenta o gestor pode comparar, analisar as diversas possibilidades de fornecedores e determinar qual melhor se encaixa nas atividades e objetivos da organização.

Se feita corretamente, a análise tende a reduzir os custos operacionais e a otimizar o tempo e a rotina empresarial, uma vez que os fornecedores podem ser vistos – apesar de serem pagos – como parceiros que contribuem para atender às solicitações dos gestores dentro do prazo estabelecido.

A escolha do fornecedor passa por alguns fatores como: qualidade dos insumos/ serviços, preço, custo do frete, forma de pagamento, referência, bem como o prazo ou quaisquer outros critérios relevantes para a empresa que devem ser levados em consideração antes da decisão.

Plano de marketing

Essa atividade é um pouco mais ampla, pois é preciso se basear em conceitos e teorias estudada por especialistas ao longo dos anos. Na prática, um plano de marketing deve contemplar quatro áreas, chamadas de 4Ps ou mix de marketing: produto, pontos de venda, promoção, que significa comunicação, e preço.

Por meio desses fatores o gestor irá avaliar e tomar decisões assertivas em relação à oferta, tanto no preço, quanto na qualidade do produto, bem como a noção de qual público ele objetiva atingir.

Ao iniciar o plano de marketing o empresário precisa realizar o levantamento dos fornecedores junto com informações relevantes para a composição do projeto. A análise é feita com base na lista de fornecedores e os principais dados e características do negócio que influenciam diretamente os critérios de escolha e a oferta de produtos.

Plano operacional

Essa talvez seja a parte que mais retrata a parte prática do negócio. O plano operacional descreve como a empresa está estruturada em termos de localização, instalações físicas e equipamentos.

Por meio do plano operacional, o empresário também faz estimativas acerca da capacidade produtiva ou de quantos clientes consegue atender por mês, além de traçar quantos serão os funcionários e as tarefas de cada um.

No dia a dia, o documento vai formalizar os objetivos e procedimentos que a empresa deverá seguir. É, de fato, a concretização do negócio de forma mais burocrática e com metodologias definidas pelas pessoas que possuem a tomada de decisão, geralmente, gerentes, supervisores e diretores.

Plano financeiro

Depois de compreendido os nichos em que a empresa poderá atuar, qual tipo de público deverá buscar e onde será a localização, está na hora de aplicar os recursos financeiros.

Antes de sair gastando o dinheiro sem nenhum tipo de estratégia, o empreendedor pode se abastecer de informações por meio do plano financeiro. Esse documento norteia o gestor para saber o quanto poderá investir para concretizar a empresa.

O plano financeiro deve conter, basicamente, as estimativas de custos iniciais, despesas e receitas, de capital de giro e fluxo de caixa e de lucros. O gestor deve apresentar cada item com detalhes, os custos pré-operacionais projetados e a lista de equipamentos utilizados na rotina da empresa.

Análise de cenários e análise estratégica

Parte importante de um plano de negócios, a análise de cenários e análise estratégica de uma empresa pode afetar diretamente os resultados e o lucro da empresa. Sendo assim, essas análises vão direcionar o gestor a saber quais caminhos seguir para ter mais assertividade na oferta.

A análise de cenários e análise estratégica é uma ferramenta de gestão que possibilita criar estratégias, considerando um contexto futuro, em que fatores que podem impulsionar o negócio são identificados, esperando-se obter um avanço perante um cenário competitivo.

Sua principal função é analisar o contexto (interno e externo) no qual a empresa está inserida, e identificar fatores futuros que são passíveis de ocorrer, possibilitando-se visão mais clara do cenário atual e permitindo a tomada de decisão mais fundamentada e precisa. É importante destacar que sua principal função não é tentar prever o futuro, mas identificar fatores que podem se tornar reais a longo prazo.

Avaliação do plano de negócio

Depois de todas estas etapas, o plano de negócio está pronto. Porém, é preciso fazer análise de cada item para colocá-lo em prática. Essa ferramenta de gestão é importantíssima para definir estratégias e aplicá-las no dia a dia da empresa.

Lembrando que é fundamental também reavaliar periodicamente cada etapa conforme o cenário econômico, social e político do país se transforma, para que, assim, cada fase da vida da empresa, desde o surgimento à maturidade, possa ter uma forma de atuação.

A avaliação do plano de negócio é o momento de rever os tópicos anteriores, melhorar as brechas que podem ter passado e deixá-lo sempre à mão para que a equipe gestora possa consultá-lo para colocar em prática no dia a dia.

De forma geral, todas as etapas do plano de negócio ajudam no direcionamento e precisão do planejamento estratégico por meio de uma ampla análise do ambiente corporativo. Isso irá resultar na criação ou adaptação de novas estratégias ou planos de ação para minimizar os riscos e maximizar as oportunidades e as chances de sucesso da empresa.

A avaliação do plano de negócio é a última etapa antes da concretização da organização. Depois dela, o nascimento de uma empresa que tende a ser sólida, com conhecimento para atender as necessidades da clientela da melhor forma possível e, ainda, obter lucros é praticamente certo.

Conclusão

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Há anos o Brasil está passando por transformações em seu cenário político e, principalmente, econômico. E não somente no país, o mundo também está em constante mudança. Assim, o comportamento da população também sofre consequências dessa evolução.

A presença cada vez mais forte e marcante da tecnologia no dia a dia das pessoas que teve impacto direto com a chegada da pandemia, obriga empresários a reverem o formato de atuação para oferecer outros canais de venda, bem como o formato de divulgação desses produtos.

Em um momento em que muitos perderam empregos e tornaram-se empreendedores tanto pela necessidade de sobrevivência, quanto para gerar uma segunda renda, é importante que o passo a passo para começar um negócio de sucesso seja cumprido. Caso contrário, uma ideia será apenas uma ideia, sem fundamento e sem análises importantes para o surgimento e gestão de uma empresa.

Portanto, a forma como o empresário se comunica com seu público também faz diferença na hora de compor as ofertas do seu negócio. Por sua vez, o plano de negócios está para o empresário definir estratégias e se destacar no mercado.

É fundamental ter o documento como prioridade para que possa utilizá-lo para definir estratégias, identificar eventuais situações de risco, traçar objetivos e metas e assim, a curto, médio ou longo prazo, se beneficiar de um planejamento bem feito, rico em detalhes que, com certeza, trará lucros ao empresário.

Para realizar a estratégia adequada e mais assertiva, o empresário pode contar com o auxílio de profissionais especializados em administração e marketing. Assim pode usufruir de um documento que irá orientá-lo em todas as etapas da concepção de uma organização.

Como vimos, contar com fornecedores que sejam realmente parceiros e entendam as necessidades da empresa também é fundamental. Desta forma, as soluções da BigShop podem ajudar você a conquistar os objetivos de sua empresa. Nesse sentido, a prioridade dos especialistas de nossa equipe é contribuir para que sua empresa possa oferecer o melhor serviço para o público certo no mercado.

Conheça a atuação da BigShop e tenha uma visão completa do negócio com estratégias bem traçadas e metas a serem cumpridas para que a busca pelo sucesso seja eficaz.

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